quarta-feira, 9 de junho de 2010

Deficiência Visual

http://ies.portadoresdedeficiencia.vilabol.uol.com.br/DeficienciaVisual.htm

Caracteriza-se a deficiência visual quando, apesar de tratamento médico, cirúrgico, ou uso de óculos, a visão é reduzida ou ausente. Quando a visão é reduzida chamamos de baixa visão, quando não existe visão chamamos de cegueira.

A Organização Mundial de Saúde, CID-10, estabelece uma classificação com diferentes níveis da baixa visão, de acordo com a acuidade visual (capacidade de definir detalhes) e o campo visual (a extensão do espaço visual que está preservada). Esta classificação é útil para fins legais e científicos.

Baixa Visão

Cada pessoa com baixa visão tem a sua maneira própria de perceber visualmente o mundo, em conseqüência, terá habilidades e inabilidades

Sabemos o quanto ainda é preciso agir para que tenhamos uma sociedade inclusiva de fato. Para tal, cabe à escola trabalhar conceitos, procedimentos e atitudes que contribuam para informar e formar cidadãos críticos e livres de preconceitos.

Para começar , promova o debate: o que vocês pensam sobre cegos serem professores? Seria possível em nossa escola? Por quê?

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1663/imagens/direitos.jpg


visuais.

Para os casos de baixa visão sempre que a visão remanescente permitir tenta-se aproveitá-la ao máximo utilizando-se de técnicas de ampliação de imagens, de melhora de contraste e de iluminação adequada. As técnicas de ampliação de imagens dizem respeito à ampliação real dos objetos, como textos com as letras ampliadas (muitas vezes maiores que corpo 24) e softwares de ampliação. Além disso, utilizam-se recursos ópticos, ou seja, lentes especiais, como lupas, lentes positivas de alto poder montadas em óculos que ampliam imagens próximas, e telesistemas para ampliação de objetos e imagns que estejam distantes.

Cegueira

Para os casos onde a visão é muito reduzida ou ausente as técnicas são de substituição da visão, como o uso da escrita e leitura em Braille, o uso de bengala aliada às técnicas de orientação e mobilidade, uso de softwares com sintetizador de voz.

Para alguns deficientes visuais com baixa visão é necessário o uso de ambas as técnicas de acordo com a tarefa a ser executada.

Foto: Aluna aprendendo a usar a bengala

Norteando a inclusão total do deficiente visual para que todos possam ter uma vida plena

Foto: Aluna usando lente para enxergar a lousa

Conheça a Deficiência Visual

O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.

A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).

Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/ 18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ ou execução de uma tarefa.

Os estudos desenvolvidos por BARRAGA (1976), distinguem 3 tipos de deficiência visual:

CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.

Portadores de VISÃO PARCIAL: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.

Portadores de VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.

Causas

As principais causas da cegueira e das outras deficiências visuais têm se relacionado a amplas categorias:

· Doenças infecciosas;

· Acidentes;

· Ferimentos;

· Envenenamentos;

· Tumores;

· Doenças gerais e influências pré-natais e hereditariedade

Sistema Braille




SAC - Sociedade de Assistência aos Cegos.

O Sistema.

Utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade.

O Sistema Braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam o que convencionou-se chamar de "cela Braille". Para facilitar a sua identificação, os pontos são numerados da seguinte forma:

  • Em duas colunas;
    • do alto para baixo, coluna da esquerda: pontos 1-2-3;
    • do alto para baixo, coluna da direita: pontos 4-5-6.

A diferente disposição desses seis pontos permite a formação de 63 combinações ou símbolos braille. As dez primeiras letras do alfabeto são formadas pelas diversas combinações possíveis dos quatro pontos superiores (1-2-4-5); as dez letras seguintes são as combinações das dez primeiras letras, acrescidas do ponto 3, e formam a 2ª linha de sinais. A terceira linha é formada pelo acréscimo dos pontos 3 e 6 às combinações da 1ª linha.

Os símbolos da 1ª linha são as dez primeiras letras do alfabeto romano (a-j). Esses mesmos sinais, na mesma ordem, assumem características de valores numéricos 1-0, quando precedidas do sinal do número, formado pelos pontos 3-4-5-6.

Vinte e seis sinais são utilizados para o alfabeto, dez para os sinais de pontuação de uso internacional, correspondendo aos 10 sinais de 1ª linha, localizados na parte inferior da cela braille: pontos 2-3-5-6. Os vinte e seis sinais restantes são destinados às necessidades especiais de cada língua (letras acentuadas, por exemplo) e para abreviaturas.

O sistema Braille é empregado por extenso, isto é, escrevendo-se a palavra, letra por letra, ou de forma abreviada, adotando-se código especiais de abreviaturas para cada língua ou grupo lingüístico. O braille por extenso é denominado grau 1. O grau 2 é a forma abreviada, empregada para representar as conjunções, preposições, pronomes, prefixos, sufixos, grupos de letras que são comumente encontradas nas palavras de uso corrente. A principal razão de seu emprego é reduzir o volume dos livros em braille e permitir o maior rendimento na leitura e na escrita. Uma série de abreviaturas mais complexas forma o grau 3, que necessita de um conhecimento profundo da língua, uma boa memória e uma sensibilidade tátil muito desenvolvida por parte do leitor cego. O tato é também um fator decisivo na capacidade de utilização do braille.

O Sistema Braille é de extraordinária universalidade: pode exprimir as diferentes línguas e escritas da Europa, Ásia e da África. Sua principal vantagem, todavia, reside no fato das pessoas cegas poderem facilmente escrever por esse sistema, com o auxílio da reglete e do punção. Permite uma forma de escrita eminentemente prática. A pessoa cega pode satisfazer o seu desejo de comunicação. Exceto pela fadiga, a escrita Braille pode tornar-se tão automática para o cego quanto a escrita com lápis para a pessoa de visão normal.

As Imprensas Braille produzem os seus livros utilizando máquinas estereotipas, semelhantes às máquinas especiais de datilografia, sendo porém elétricas. Essas máquinas permitem escrita do Braille em matrizes de metal. Essa escrita é feita dos dois lados da matriz, permitindo a impressão do Braille nas duas faces do papel. Esse é o Braille interpontado: os pontos são dispostos de tal forma que impressos de um lado não coincidam com os pontos da outra face, permitindo uma leitura corrente, um aproveitamento melhor do papel, reduzindo o volume dos livros transcritos no sistema Braille. Novos recursos para a produção do Braille têm sido empregados, de acordo com os avanços tecnológicos de nossa era. O Braille agora pode ser produzido pela automatização através de recursos modernos dos computadores

A maioria dos leitores cegos lê, de início, com a ponta do dedo indicador de uma das mãos -- esquerda ou direita. Um número determinado de pessoas, entretanto, que não são ambidestras em outras áreas, podem ler o Braille com as duas mãos. Algumas pessoas, ainda, utilizam o dedo médio ou anular, ao invés do indicador. Os leitores mais experientes comumente utilizam o dedo indicador da mão direita, com uma leve pressão sobre os pontos em relevo, permitindo-lhes uma ótima percepção, identificação e discriminação dos símbolos Braille.

Este fato acontece somente através da estimulação consecutiva dos dedos pelos pontos em relevo. Essas estimulações ocorrem muito quando se movimenta a mão (ou mãos) sobre cada linha escrita num movimento da esquerda para a direita. Alguns leitores são capazes de ler 125 palavras por minuto com uma só mão. Alguns outros, que lêem com as duas mãos, conseguem dobrar a sua velocidade de leitura, atingindo 250 palavras por minuto. Em geral a média atingida pela maioria dos leitores é de 104 palavras por minuto. É a simplicidade do Braille que permite essa velocidade de leitura. Os pontos em relevo permitem a compreensão instantânea das letras como um todo, uma função indispensável ao processo de leitura (leitura sintética).


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